"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pregar o evangelho: nosso compromisso e nossa paixão!

“A palavra está perto de você, está em sua boca e em seu coração, isto é, a palavra da fé que estamos proclamando: Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” (Romanos 10.8-9).
Ao ler esse versículo precisamos entender e assumir: “A palavra está junto de mim, perto de mim e é minha responsabilidade proclamar essa palavra, não há outra saída.” Outro ponto importante sobre essa citação que Paulo fez foi que ao pregarmos Cristo precisamos distinguir duas coisas:
1)      A condição: Aceitar a Cristo é receber o Seu Senhorio. A pessoa que for semeada com essa palavra precisa também ter clareza que receberá junto o Senhorio de Jesus, esta é a condição;
2)      O benefício: Aceitar a Cristo é receber a Salvação gratuita, quão grande benefício! Jesus passa a ser salvador, após alguém confessá-Lo e aceita-Lo como seu Senhor.
Vivemos em tempos que o Senhor deseja tirar de nós tudo aquilo que não provém d’Ele. Um tempo do alcance da revelação sobre o significado puro do amor que Ele tem por nós, pois sem compreender esse amor, não posso amar meu próximo. Como dar aquilo que não conheço? Busquemos a verdadeira revelação sobre o amor que nos encontrou.
Por fim, a mensagem é essa: “Não deixe de pregar o evangelho, o amor do Senhor, para todo àquele que estiver perdido ao seu redor. Pelo contrário: feche este compromisso com Aquele que te livrou do abismo em que você vivia.” Leia a frase abaixo e repita em alta voz, como uma escolha de quem deseja intensamente fazer a diferença nos lugares por onde passa:
“Cristo em mim é a palavra de consolação, Cristo em mim é a libertação dos oprimidos, Cristo em mim me faz um alguém santificado, Cristo em mim é a esperança da Glória.”
(Jorge Himitian).

domingo, 20 de abril de 2014

Quem está à porta?


Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas orações, ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu à sua porta. Ele, maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala. Na mesinha de centro encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. Numa das paredes estava pendurado um bordado  com o Salmo 23 e na outra um quadro da santa ceia.
“Senhor Jesus”, disse o jovem, em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebê-lo em minha casa, conforme o Senhor deve saber,estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da Sua ajuda...
“Filho”, interrompeu Jesus, antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é que você dorme?  No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava, no quarto, umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa: “Não, Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado!”  Bem, disse Jesus e a cozinha, posso conhecer sua cozinha? O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse. Senhor, desculpe, mas prefiro que não, respondeu o rapaz, a minha cozinha está vazia, não tenho nada de bom para oferecer-Lhe.
Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa.  Pam, pam, pam...! Era alguém que batia furiosamente na porta da cozinha. O rapaz se levantou, assustado, e foi ver quem era. Abriu a porta meio desconfiado, e viu que era o diabo. Sai da frente que eu quero entrar!, gritou o tentador. De jeito nenhum, respondeu o rapaz, e assim começou a briga. Com muita dificuldade o homem conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.
Cansado, o rapaz voltou para a sala e continuou:  “Então, Jesus”, disse ele, como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas...  Mas, outra vez a conversa é interrompida por um barulho forte que vinha da janela do quarto. O rapaz correu para ver quem era e ao abri-la se deparou, novamente, com o diabo: “Agora não tem jeito, eu vou entrar!”, disse o inimigo. Mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu trancar a janela. “Senhor”, disse ele, desculpe a interrupção, conforme lhe dizia... Outra vez, dos fundos da casa, se ouvia tamanho barulho como se alguém quisesse arrombar a porta. Era novamente o diabo: “Eu quero entrar!”  O rapaz, já exausto, lutou com ele e conseguiu mantê-lo do lado de fora. Ao voltar, contrariado, disse a Jesus:  “Eu não entendo. O Senhor está na minha casa e por que o diabo fica insistindo em entrar?”  Sabe o que é meu filho, explicou Jesus, “é que na sua casa você só me deu a sala.” O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma faxina na casa para entregá-la aos cuidados do Senhor.  Neste instante, o diabo bateu mais uma vez à porta.    O rapaz olhou para Jesus sem entender, e o Senhor disse: “Deixa que eu vou atender.”  Quando o diabo viu que era Jesus, que atendia a porta, disse:  “Desculpe, foi engano,” e sumiu rapidinho.
Você tem permitido que Jesus reine em todas as áreas de sua vida? Pense nisso!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Agir por instinto


“Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos...” (Lucas 19.42).
Certos pássaros migratórios mantidos em cativeiro se tornam irrequietos assim que o outono começa. Sabem por instinto que é tempo de voar para climas mais quentes. Eles se agitam na gaiola e, se a porta estivesse aberta, voariam para lugares ensolarados. Mas como permanecem fechadas, sua inquietação desaparece assim que o período migratório acaba. Eles não mais demonstram inclinação para voarem, mesmo se as portas da gaiola fossem abertas.
Há momentos em que o Espírito Santo age poderosamente em nossa alma e espírito. Sentimos o desejo de escaparmos da escravidão do pecado, de quebrar as cadeias das paixões mundanas, e encontrar segurança e aconchego nos braços amorosos do Senhor Jesus Cristo. Mas se o amor pelo mundo, o temor do homem, ou o prazer fugaz do pecado forem mais fortes que o desejo por santidade e uma vida de quebrantamento, os esforços da bondade de Deus que nos levam ao arrependimento (Romanos 2.4) cessam, e a oportunidade se perde para sempre. A voz do Espírito Santo, que adverte e incentiva, se cala, todo o anseio por uma vida de santidade some e voltamos à velha rotina. E qual será o fim disso? Quem ouvir a voz do Espírito Santo falando hoje é chamado para segui-Lo hoje, para que o Senhor Jesus não tenha de chorar sobre você e dizer: “Pois não conheceste o tempo da tua visitação” (Lucas 19.44). “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 3.15).


terça-feira, 1 de abril de 2014

O derramamento do Espírito Santo


Outro dia me veio um pensando se hoje em meio a tanta maldade e descrença seria possível o Senhor enviar um derramamento do Espírito Santo para nós? Como seria possível ver a manifestação da gloria do Pai em meio a tanta impiedade. Comecei a orar sobre este peso e o Senhor me trouxe a memoria todas as maravilhas que Ele fez em minha vida, experiências vividas em meio a minha caminhada cristã e no mesmo instante meu coração se encheu de alegria e minha alma se renovou no Senhor. Que coisa tremenda é ver a mão do Senhor agindo através de nossa vida, porem o Senhor me fez lembrar de um texto que Paulo fala aos coríntios sobre a necessidade de vivermos uma vida cristã coerente com nossa conduta: 2 Coríntios 3.13   “E não somos como Moisés, que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia.” Foi neste momento que comecei a refletir de como corremos o risco de viver uma vida de aparência e de como o Espírito Santo fica impedido de se manifestar em nossas vidas.
PRECISAMOS TIRAR O VÉU!
Existe um perigo rondando nossas vidas nestes dias, precisamos estar atentos para não cairmos no erro de querer viver a vida cristã de aparências, presos a experiências do passado. Não podemos mais viver com um véu em nossas vidas, pois o véu esconde ou encobre a nossa verdadeira situação, ou tentar disfarçar as verdadeiras atitudes de nossa alma. Eu sei que são importantes as experiências que vivemos no passado, são marcas em nossas vidas, Moisés estava tentando passar uma imagem que na verdade não existia mais, ele estava tentando fazer as pessoas ver nele algo que por baixo do véu não existia mais.
Houve um momento na vida de Moisés em que Deus se revelou e ele foi cheio da glória do Senhor, foi um tempo glorioso em sua vida, quando ele desceu do monte o seu rosto estava brilhando. O fulgor da glória do Senhor resplandecia em sua face. A glória de Deus estava estampada em seu rosto e ninguém podia olhar para ele por causa do intenso brilho de sua face. Então Moisés colocou um véu sobre seu rosto, para que as pessoas pudessem se aproximar dele. Porem com o tempo, o brilho da glória do Senhor foi desvanecendo e acabando. Mas Moisés não tirou o véu, ele não queria que as pessoas soubessem que a manifestação da glória do Senhor tinha sido transitória e o seu rosto não brilhasse mais. Não podemos viver demonstrando ser uma coisa que na verdade não somos.  O véu disfarça, esconde e separa. Muitas vezes nós também tentamos esconder nosso fracasso espiritual, nossa mornidão, nossa vida sem oração e leitura da palavra. A vida cristã deve ser um continuo remover do véu. Assim como Moisés escondeu sua glória apagada através do véu, assim também escondemos quem nós somos atrás de experiências do passado, sem perceber estamos colocando um véu em nossas vidas. E hoje, em Cristo precisamos remover todo véu de nossas vidas.
Existe o véu da piedade e Paulo nos ensinando sobre a doutrina da nova graça, diz que podemos ser ousados e não agir como Moisés, que pôs um véu sobre a face para que as pessoas não percebessem que a glória do Senhor não brilhava mais em sua vida. Houve um momento na vida de Moisés que ele percebeu que a glória do Senhor não brilhava mais, ele não precisava mais usar o véu, podia ser ele mesmo em meio aos irmãos, porém ele continuou, ele não queria que soubessem que a glória de Deus não brilhava mais. Muitas vezes somos parecidos com Moisés. Tentamos impressionar as pessoas com uma espiritualidade que não temos. Aparentamos ser mais crentes e mais piedosos do que realmente somos. Para ostentar essa pretensa espiritualidade, colocamos um véu da piedade e usamos um linguajar cheio de chavões espirituais, nossos lábios proclamam muitas palavras bonitas, mas nosso coração esta longe de Deus. Em meio aos irmãos fazemos orações cheias de emoção, mas em secreto nosso coração está vazio e seco.
Ananias e Safira, usando o véu da piedade, porém com o desejo do aplauso humano, entregaram uma oferta aos pés dos apóstolos, mas com uma mentira no coração. O verdadeiro desejo de seus corações não era os necessitados e com o coração longe de Deus ousaram mentir para o Espírito Santo. Como podemos querer o derramamento do Espírito Santo se não nos consagrarmos a Ele? Precisamos ter sede de Deus, buscar de todo o coração.
Deus quer derramar do seu Espírito constantemente em nossas vidas!  
“Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas.” (Isaías 44.3-4).   
O derramamento do Espírito Santo é uma promessa de Deus para nós! Deus prometeu derramar o seu Espírito sobre nós. Quando Deus promete, Ele cumpre, pois Ele vela por cumprir Sua palavra (Jeremias 1.12). Por isso, amados, precisamos desejar constantemente a presença do Espírito Santo em nós. A água vem sobre o sedento, e as torrentes sobre a terra seca. Quando tivermos sede de Deus como a terra seca anseia por água, então experimentaremos o derramamento em nossas vidas. Se quisermos ver o agir de Deus em nós, precisamos buscar, desejar ardentemente a manifestação da glória do Pai em nossas vidas. Concluindo, o agir de Deus em nós produz resultados extraordinários! Os dois textos que lemos confirmam esta verdade: Isaías 44.4 diz que frutos serão colhidos através desta disposição de nosso coração: “...e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas.” e 2 coríntios 3.17-18 diz:  “Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito.”
Quando o Espírito Santo age através de nós coisas extraordinárias acontecem, passamos a ser cheios do Espírito Santo, então falamos, vivemos e demonstramos a gloria de Deus em nós!          

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ética cristã e moralidade!


A sociedade atual está abandonando o conceito de moralidade, substituindo-a por um conceito ideologizado de justiça social. Talvez isto ocorra pela dificuldade de diferenciar a ética de moral. A ética entre outras coisas investiga a natureza do comportamento social. A moral é este comportamento traduzido em costumes, normas e consenso dentro do processo de socialização. A convivência social, portanto prescinde da moral. Já dizia Espinosa que o ser humano é mais livre na companhia de outros do que na solidão. Mas certamente, esta natureza social exige que a moral esteja presente na relação. Uma relação desnormatizada, onde o bem comum não é viabilizado promove a barbárie. Muito se tem criticado em nossos dias a moralidade sempre atribuída à um conservadorismo retrógrado face às mudanças culturais prevalecentes. Em certo sentido isto pode ser compreendido porque a racionalidade obscureceu em muito as verdades do cristianismo. Mas vamos sem pretensão de originalidade repor as coisas: 1) Deus revelou na Lei sua vontade moral para com os homens; 2) O ser humano não é capaz de agir moralmente de acordo com essa vontade revelada sem auxílio da graça divina. Disto temos duas grandes diretrizes que influenciaram em muito a civilização ocidental: a) O dever ser; e, b) a Intencionalidade. A primeira se refere à atitudes observáveis. A segunda a necessidade de interioridade. Deus revelou sua vontade não só de forma escrita, mas também no coração do homem (Jeremias 31.31-33). Portanto, a moral cristã não é vivida à partir da exterioridade, mas à partir daquilo que é impresso pelo Espírito Santo no coração do homem.
Ademir Ifanger.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Ser apanhado de surpresa!


Hoje pela manhã estava meditando sobre minha vida e como existem situações que as vezes me surpreende. Em meu dia a dia procuro estar sempre sensível ao Espírito Santo, pois tenho experimentado seu mover de forma tremenda em minha vida. Eu sei que ao ler o tema desta mensagem você pode me dizer: “por que esta frase Chico?” Por mais que organizemos a vida, por mais que consideremos todas as possibilidades, por mais cuidada e minuciosa que seja a nossa agenda, sempre há surpresas pela frente. Algumas aparecem logo, outras demoram anos a fio. Há surpresas agradáveis e surpresas terríveis. A expressão “ser apanhado de surpresa” refere-se mais à surpresa negativa do que à positiva. Não há nada pior do que ser apanhado de surpresa pela morte de um ente querido. Não há nada melhor do que ser apanhado de surpresa pela notícia de que um filho querido, não morreu diante de um grave acidente. E tantas outras situações que acontecem em nossa caminhada neste mundo tenebroso. Porém, a Bíblia narra fatos de homens e mulheres que viveram situações que não são diferentes da nossa realidade, podemos ver isso em algumas passagens que nos mostra como estes cristãos reagiram diante de surpresas inesperadas. Se houve um homem que nadou a vida inteira no mar das surpresas, o nome desse filho de Deus é Jacó. Foi uma surpresa enorme sonhar com aquela escada que ia da terra ao céu e pela qual os anjos de Deus subiam e desciam, exatamente quando ele estava confuso, tenso e sozinho, saindo de casa pela primeira vez, rumo a um país desconhecido, depois de haver enganado o pai e o irmão. Ao acordar, Jacó exclamou: “De fato, o senhor Deus está neste lugar e eu não sabia disso” (Gn 28.16). Que surpresa agradável foi o encontro “acidental” de Jacó com Raquel junto ao poço de onde ela e outros pastores de ovelhas davam de beber aos seus animais. Além de ser uma moça bonita (Gn 29.17), ela era uma das moças indicadas por sua mãe para se casar com ele (Gn 28.2). Que surpresa desagradável foi quando Jacó, aproveitando-se dos primeiros raios de sol que iluminavam o quarto nupcial, levantou o lençol de linho para ver o rosto da amada e descobriu que ela não era Raquel, mas Leia! (Gn 29.25). A última grande surpresa de Jacó e a maior de todas, aconteceu quando ele abraçou e beijou os netos nascidos no Egito e disse a José: “Eu pensei que nunca mais ia ver você, e agora Deus me deixou ver até os seus filhos!” (Gn 48.11). A pretensão de Jacó durante mais de vinte anos era abraçar o filho desaparecido e dado como morto, não aqui, mas no “mundo dos mortos” (Gn 37.35).
As surpresas não acontecem apenas nesse curto período de vida compreendido entre a concepção e a morte. Certamente, as maiores surpresas são posteriores à quebra da “corrente de prata”, quando o corpo volta ao pó da terra e o espírito torna a Deus (Ec 12.6-7). Os crentes devem conhecer de cor a passagem das Escrituras que Paulo cita na Epístola aos Coríntios (1Co 2.9):
“Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou
o que Deus preparou para aqueles que o amam”. O mesmo Paulo reforça a questão da surpresa quando explica: “Penso que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção com a alegria que será revelada em nós” (Rm 8.18). Ninguém tem capacidade de listar as surpresas agora não reveladas
para o mundo e o tempo do futuro. Ao mesmo tempo, ninguém deve se equivocar achando e pregando que as surpresas de então serão exclusivamente surpresas agradáveis. As mais desconcertantes surpresas ainda não aconteceram, pois estão reservadas para a eternidade. Uma delas é lembrada por Jesus no Sermão do Monte: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no reino dos céus” (Mt 7.21). Por isso, meus amados irmãos, precisamos vigiar para não sermos apanhados de surpresa!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A nossa identidade em Cristo!


No texto de Colossenses 3.1-4, Paulo mostra que há uma estreita conexão entre aquilo em que nós cremos e aquilo que nós praticamos. Não pode existir um abismo entre a fé e a prática, entre o discurso e a vida.
Nossa vida passa a ser um testemunho verdadeiro quando demonstramos em nossos atos e ações que as coisas do céu são mais importantes para nós do que as da terra (vs. 1-4). E essa vida cristã pode ser percebida pela nossa identificação com Cristo e pela nossa aspiração por Cristo. Sendo assim, gostaria de conversamos um pouco sobre a identidade de Cristo em nós, como podemos ver neste texto de Colossenses. Há alguns pontos que gostaria de destacar sobre a nossa identificação com Cristo:
1. Nós morremos com Cristo
“...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” (vs.3a).
Cristo não apenas morreu por nós (substituição), mas nós também morremos com Ele (identificação).  Estávamos mais pertos de Cristo do que os dois malfeitores que foram crucificados com Ele. Na cruz Cristo não apenas pagou a nossa dívida com Sua morte, mas também quebrou o poder do pecado em nossa vida. Paulo faz uma pergunta em Romanos 6.2: Nós que morremos para o pecado, como seria possível desejar viver sob seu jugo? Paulo nos lembrar aqui que a morte inevitavelmente desliga o morto dos interesses deste mundo. Da mesma forma, na nossa morte com Cristo deve haver uma mudança em nossa forma de viver, de pensar, de agir e de falar. Nossas ambições precisam ser colocadas nos pés da cruz!
2. Nós vivemos em Cristo
“Quando Cristo, que é a nossa vida...” (vs. 4).
Paulo faz uma afirmação aqui: Cristo é a nossa vida! Aos Filipenses Paulo disse: Porque para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro! (Fp 1.21). Aos gálatas, Paulo afirmou: Fui crucificado juntamente com Cristo. E, desse modo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. (Gl 2.20). O apóstolo João disse que a essência da vida eterna é conhecer a Cristo (Jo 17.3). As vezes dizemos de alguém: "a música é sua vida. O esporte é sua vida, ou de alguém ouvimos dizer que fulano vive para trabalhar." Essas pessoas encontram a vida e tudo o que ela significa na música, nos esportes e no trabalho. Para o cristão, porém, não pode ser assim, pois Cristo é a vida. Jesus Cristo domina seus pensamentos e preenche sua alma.
3. Nós ressuscitamos com Cristo
"Portanto, visto que fostes ressuscitados com Cristo, buscai o conhecimento do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus." (Cl 3.1).
A expressão grega: ei oun sunhrgerqhte / ei oun synēgerthēte, fala de uma ação completada. Ela pode ser traduzida assim: "tendo em vista que vocês ressuscitaram." os cristãos possuem dentro de si mesmos a vida da ressurreição.  portanto, devem experimentar o poder da ressurreição de Cristo  em grau cada vez mais alto. Paulo escreve: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo..." (Cl 3.1). A palavra “se” deste primeiro versículo não é uma expressão de dúvida. Todos os que recebem a Cristo estão identificados com Ele  na Sua morte, sepultamento, ressurreição e ascensão. O sentido mais correto desta palavra aqui seria: “Uma vez que”. Amados deixa eu dizer algo para vocês, nossa posição em Cristo não é algo que precisamos lutar para alcançar, pois já está consumado! Deixa eu te perguntar algo: é possível estar vivo a ainda estar na sepultura? Quando entregamos nossa vida ao governo de Cristo, Ele nos tira da sepultura e nos transporta para lugares celestiais, onde está assentado à destra de Deus.
4. Nós estamos escondidos com Cristo
“...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.” (Cl 3.3).  
Nós não mais pertencemos ao mundo, mas a Cristo. As fontes da vida nas quais nos alegramos vêm somente d’Ele. Não há razão alguma para procurarmos outras fontes e nem meios para o suprimento da vida cristã, pois em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Cl 2.3). Paulo está ensinando aos Colossenses sobre os falsos mestres e o perigo de seus ensinos, pois eles achavam que seus livros guardavam e escondiam a sabedoria. Esses livros eram chamados livros apokrifoi (livros escondidos) e para os gnósticos eram tesouros da sabedoria. Por isso, Paulo intervém e diz que para os gnósticos os tesouros da sabedoria estão escondidos em seus livros secretos, mas para nós, porém, Cristo é o tesouro da sabedoria e nós estamos escondidos n’Ele! Estar escondido com Cristo significa que n’Ele nós temos segurança e satisfação.  Amados, o nosso estilo de vida não é mais terreno, o mundo não determina mais conceitos em nossa vida. Nascemos do alto, buscamos as coisas do alto, estamos assentados com Cristo nas regiões celestes. Nossa pátria está no céu, por isso, buscamos as coisas do céu. E deixa eu te dizer algo, isso não significa viver sem responsabilidades na terra, mas significa que as nossas motivações e a nossa força vêm do céu e não da terra!  
5. Nós estamos glorificados com Cristo
“...vós também sereis manifestados com Ele, em glória.” (vs. 4).
Cristo agora está assentado à direita de Deus Pai no céu, mas um dia Ele virá em glória para nos levar para o lar (1 Ts 4.13-18). Quando Ele se manifestar, nós, que estamos escondidos com Ele, também seremos manifestados em glória (1 Jo 3.2).
Havia um pensamento judaico acerca do tempo passado profético que dizia que essa glória simplesmente ainda não foi revelada, ela ainda está por vir. Para nós porém, Cristo é a expressão da gloria do Pai.
· A santificação é a conformidade progressiva à imagem de Cristo aqui e agora.
· A gloria é a conformidade perfeita à imagem de Cristo em sua volta.
Portanto santificação é a glória começada e glória é a santificação completada.   
Concluindo, o fim do nosso caminho não é a sepultura, mas a triunfal ressurreição. A nossa jornada não terminará com o corpo surrado pelas enfermidades e dor, enrugado pelo peso dos anos, mas receberemos um corpo de glória, semelhante ao de Cristo (“o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas.” Fp 3.21).
Nosso choro cessará, nossas lágrimas serão estancadas. Não haverá mais luto, nem pranto, nem dor (E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. Ap 21.4).