"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 4 de junho de 2013

Amor Inconstante

“Que te farei, ó Efraim? Que te farei, ó Judá? Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa.” (Oséias 6.4). Deus coloca o dedo na ferida e revela a real condição espiritual de Israel. O Senhor nos mostra aqui o perigo de se viver uma vida cristã superficial. Quando nossa conversão não é real, o arrependimento é falso e o amor por Deus é epidérmico, vacilante,  e passageiro. Em nosso relacionamento com o Senhor é necessário haver sinceridade e desejo em conhecê-Lo e querer amá-Lo. Este versículo nos ensina algo importante que precisamos atentar:  “Mas o SENHOR Deus responde: O que é que vou fazer com você, Israel? E com você, Judá, o que é que eu faço? Pois o amor de vocês é tão passageiro como a cerração ao nascer do sol; é como o orvalho, que seca logo de manhã.” (Oséias 6.4 NTLH).
1. Deus não se impressiona com palavras bonitas, Ele vê o coração.
“Vinde, e tornemos ao Senhor...” (vs. 1). Israel se propôs a voltar-se para Deus. O povo reconheceu que Deus era o autor tanto da disciplina como da restauração (Oséias 6.1). O povo prometeu viver na presença de Deus. O povo proclamou o seu propósito de conhecer a Deus e prosseguir nesse conhecimento, certo de que Deus viria sobre eles, trazendo-lhes restauração. As palavras eram bonitas, tudo parecia perfeito. Porém, Deus sondou o coração do povo e viu que nada era sincero e nada fazia sentido. Essas palavras brotavam de um coração sem amor profundo e duradouro por Deus. O amor de Israel por Deus era como uma nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que se dissipam rapidamente. Deus não quer que o nosso relacionamento com ele seja constituído de palavras bonitas e de rituais vazios, de corações que se enchem de entusiasmo num dia e no dia seguinte estão frios. Um ritual superficial jamais pode substituir o amor sincero e a obediência fiel (Mateus 9.13;  Mateus 12.7 e Salmo 78.34-37).
2. A palavra de Deus, que deveria salvá-los, é enviada para castigá-los.   
“Pelas palavras da minha boca os matei...” (vs. 5). A palavra de Deus é espada de dois gumes. Ela anuncia graça e juízo. Aos que se arrependem, proclama misericórdia. Aos pecadores, anuncia juízo. A palavra de Deus é martelo que despedaça a penha. Os corações duros serão quebrados repentinamente sem que haja cura. A palavra de Deus é fogo, ela purifica o ouro, mas queima as impurezas. Diante da pregação da palavra, os homens jamais poderão ser neutros: serão melhores ou piores. Ao lermos o capitulo seis do livro de Oséias somos confrontados. A palavra de Deus sempre exige uma resposta. Somos escravos de nossa liberdade. Você não pode deixar de tomar uma decisão. Quem não decide-se por Jesus decide-se contra Ele. Quem com Ele não ajunta espalha. Até uma indecisão é uma decisão. Deus tem nos dado a Sua palavra para sermos salvos por intermédio dela, mas se a recusamos, somos condenados por ela (Marcos 16.15-16).
Concluindo, quando rejeitamos a misericórdia de Deus fatalmente enfrentaremos seus juízos: “...e os teus juízos sairão como a luz.” (vs. 5). Israel desprezou a misericórdia e enfrentou os juízos de Deus. O homem pode rejeitar a misericórdia, mas jamais pode se livrar do juízo. Quando o juízo de Deus veio à luz, Israel foi levado para o cativeiro. Porque desprezaram a graça, receberam o peso da mão da justiça divina. E sendo assim, precisamos buscar ao Senhor com coração sincero e amor sem fingimento, para não vivermos uma vida cristã superficial e do engano do amor inconstante.