"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



terça-feira, 25 de junho de 2013

O amor incondicional de Deus

“Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins, e queimavam incenso às imagens de escultura. Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomando-os pelos seus braços, mas não entenderam que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento.” (Oséias 11.1-4). O amor de Deus é incondicional. Sua causa não esta no objeto amado, mas no próprio Deus. Ele amou Israel não por suas virtudes, mas apesar de seus deslizes. Amou Israel não porque era forte e numeroso, mas apesar de ser pequeno e fraco. Amou-o não porque Israel se voltava para Deus em arrependimento, mas a despeito de Israel ser inclinado a desviar-se d’Ele.
Hoje vivemos dias onde o amor tem se esfriado, o Senhor nos chamou para levarmos uma mensagem de amor e esperança para aqueles que se encontram longe do Senhor, afastados deste amor. Homens e mulheres que insistem em viver alienados da mensagem da cruz, que escolhem viver em rebeldia, longe de seu criador e redentor. Oseias nestes versículos faz um contraste entre o amor de Deus e a rebeldia de Israel. Gostaria de destacar o amor singular de Deus diante de tanta indiferença que temos vivido em nossos dias.
            1.   O amor de Deus, amor que escolhe...
“Quando Israel era menino, eu o amei...” (vs. 1). Amar aqui significa escolher. O amor de Deus é um amor eletivo. Deus nos amou mesmo antes de o conhecê-lo. Deus nos escolheu quando ainda estávamos sendo gerado, Deus já tinha um proposito para nossas vidas (“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” Salmo 139.16). É assim a eleição divina. Deus nos escolheu desde a eternidade. Nos escolheu não porque viu algo em nós que o atraísse, mas escolheu-nos soberana, livre e graciosamente. Deus tem um proposito para cada um de nós. E este proposito surgiu mais devido à graça de Deus do que nossas qualidades e capacidades individuais. Porem como a nação de Israel nos tempos de Oséias, a graça soberana de Deus tem sido sufocada devido à perversidade e pecado de nossa geração, e como eles, ignoramos o amor de Deus, Sua bondade e aos Seus interesses celestiais (“Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins, e queimavam incenso às imagens de escultura.”).
O Senhor nos tem separados para sermos uma benção para o mundo desde antes sermos formados, Deus já tinha um plano para nossas vidas. Como pela providencia de Deus Moisés se refugiou na casa de Faraó, fazendo retornar à própria terra para atender a sua vocação. Deus faz algo inusitado para cumprir o seus propósitos, como preservou a Moisés do massacre de Faraó o levando a ser filho de Faraó. O Senhor nos tem escolhido para sermos seus filhos!
             2.   O amor de Deus, amor que liberta e protege
“...e do Egito chamei a meu filho...” (vs. 1). O Deus que ama e escolhe é o Deus que chama eficazmente. Não somos mais escravos do pecado, mas amados, amados filhos de Deus. Deus tem quebrado todos os grilhões que pesam sobre nossas vidas. Todos os ferrolhos de nossas prisões e algemas que o inimigo insiste em colocar em nossas almas. Como o êxodo foi uma intervenção milagrosa de Deus, arrancando o Seu povo do cativeiro, assim como a cruz foi a nossa porta de libertação do cativeiro do pecado. “Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomando-os pelos seus braços, mas não entenderam que eu os curava.” (vs. 3). Deus tem nos ensinado a andar e nos toma pelo braço quando nossos pés vacilam. O Deus da salvação é também o Deus da providência. Ele nos tira do cativeiro do pecado e nos ensina, protege e conduz em triunfo.
              3.   O amor de Deus é o amor que busca comunhão
“Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor...” (vs. 4). Deus não é insensível. Ele não está distante ou indiferente. Ele escolhe, liberta, protege e anseia por relacionamento com a gente. Ele é como o marido que anseia pela esposa. Deus é completo em si mesmo. Ele criou todas as coisas para a Sua glória e nos salvou com o fim de o glorificarmos e desfrutarmos d’Ele para sempre. Deus procura adoradores que o adorem em Espírito e em verdade. Ele se alegra quando o Seu povo o adora. Ele anseia por comunhão.
“...e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas.” (vs. 4). O amor de Deus não é apenas teórico, Ele demonstra na comunhão o Seu amor por nós. Porque Ele nos ama, alivia a nossa bagagem. Porque anseia por nós, remove os nossos fardos. Porque nos atrai para Si, tira de sobre nós o jugo pesado. O pecado é um jugo pesado, o pecado cansa. O fardo de Cristo é leve e Ele veio para retirar o peso das nossas costas. Ele veio para nos trazer alivio.
Concluindo, o amor de Deus é o amor que serve. “...e lhes dei mantimento.O Deus soberano adorado e servido pelos anjos inclina-se para alimentar o seu povo com uma mãe carinhosa, como um pai atencioso. Apesar d’Ele estar assentado num alto e sublime trono e governar as nações, Ele cuida de nós como uma ama terna e carinhosa alimenta a criança.
Nem mesmo Paulo em sua carta aos coríntios conseguiu transmitir uma mensagem de amor tão grande como Oséias. Oséias nos abriu as cortinas do céu e nos revela o amor de Deus de forma tão singular. As entranhas de Deus se comovem em nosso favor. O coração de Deus está palpitando por nós! Deus jamais desiste de nos amar!