"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Ninguém pode se esconder de Deus.

“Vi o Senhor, que estava em pé sobre o altar; e me disse: Fere o capitel, e estremeçam os umbrais, e faze tudo em pedaços sobre a cabeça de todos eles; e eu matarei à espada até ao último deles; nenhum deles conseguirá fugir, nenhum deles escapará. Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer. E, se esconderem no cume do Carmelo, buscá-los-ei, e dali os tirarei; e, se dos meus olhos se ocultarem no fundo do mar, ali darei ordem à serpente, e ela os picará. E, se forem em cativeiro diante de seus inimigos, ali darei ordem à espada que os mate; e eu porei os meus olhos sobre eles para o mal, e não para o bem. Porque o Senhor Deus dos Exércitos é o que toca a terra, e ela se derrete, e todos os que habitam nela chorarão; e ela subirá toda como um rio, e abaixará como o rio do Egito. Ele é o que edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na terra a Sua abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra; o Senhor é o Seu nome.” (Amós 9.1-6).
Ao lermos os versos acima, podemos notar o clamor do profeta. Amós diz que o juízo de Deus é inescapável por causa de Sua onipresença (vs. 1-4). Ninguém pode se esconder de Deus. Ele está em toda parte. O Salmo 139 retrata de forma singular o atributo da onipresença de Deus (Sl 139.1-6). No livro de Apocalipse, quando o apóstolo João descreve a cena do juízo divino, os ímpios tentam se esconder de Deus, mas não conseguem (Ap 6.12-17). Adão procurou se esconder de Deus entre as árvores do Jardim do Éden, mas Deus o encontrou. O profeta Amós fala sobre a total impossibilidade de escapar do julgamento do Deus Todo Poderoso e de fugir de Sua justiça. Sendo assim, lendo estes versos de Amós, gostaria de destacar alguns pontos de como é impossível encontrar refúgio para fugir da ira de Deus:
 · Não há refúgio sobrenatural: Ainda que cavem até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer.” (Am 9.2). Isso, porque os homens não conseguirão se esconder de Deus no Sheol, o lugar dos mortos. Nem no céu, a habitação de Deus. A onipresença de Deus é uma verdade consoladora e sustentadora para aqueles que O temem, mas um terror para os que O ignoram. Pois o juízo está à vista! A menção à escalada até o céu mostra como a linguagem de Amós hipotética e hiperbólica. Se os israelitas fugitivos conseguissem fazer o impossível (elevar-se ao domínio celeste, o lar do sol, das estrelas e dos planetas) Deus, que fez as Plêiades e o Órion (Am 5.8), estaria lá, a fim de arrastá-los de volta a terra, para juízo que merecem. Se eles descessem ao Sheol, ainda assim, a mão do Senhor dos Exércitos os alcançaria. Nem mesmo o túmulo é tão terrível quanto Deus, quando Ele se levanta para julgar.
· Não há refúgio natural: “Se esconderem-se no cume do Carmelo, buscá-los-ei, e dali os tirarei; e, se dos meus olhos se ocultarem no fundo do mar, ali darei ordem à serpente, e ela os picará.” (Am 9.3). Os homens não conseguirão fugir de Deus no cume do Carmelo nem no fundo do mar. Do mesmo modo que o grande peixe obedeceu quando o Senhor lhe ordenou que tragasse a Jonas, assim a serpente marinha fará por ordem do Senhor com relação aos pecadores. O Carmelo que se ergue a seiscentos metros acima do nível do mar, defronte ao mar Mediterrâneo, estava coberto por uma floresta densa e cheia de cavernas, grutas e túmulos que podiam abrigar um exército, de forma que era notável como esconderijo. O Carmelo com suas cavernas e grutas oferecia amplas opções de esconderijo, bem protegidos contra grupos de busca humanos, mas não contra o Caçador divino.
· Não há refugio político: E, se forem em cativeiro diante de seus inimigos, ali darei ordem à espada que os mate; e eu porei os meus olhos sobre eles para o mal, e não para o bem.” (Am 9.4). Depois de perder a cidadania e a liberdade, o povo foi desterrado e levado cativo, mas mesmo em terras longínquas, não estariam em segurança, pois a espada de Deus os mataria.
Se refletirmos nestes três pontos acima, veremos que do Sheol ao Céu, do fundo do mar ao cume do Carmelo, Sua mão julgadora mantém o controle. E serpentes e espadas apóiam Seu plano. E para que ninguém se console falsamente dizendo que o Senhor não fará, ou não pode fazer, Amós manifesta a onipotência do nosso Deus, o Senhor dos Exércitos. Ele é o Deus de todo o poder (Am 9.5-6).