"Cristãos na teoria nem sempre são
discípulos na prática"



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A Graça de Deus

Nos textos de: 1 Co 15.9-10; 2 Co 6.1-3 e Tito 2.11-14, vemos que a graça de Deus concedida não pode se tornar vã ou recebida em vão. A palavra e vão, no original tem o sentido de ineficácia, vazia de ação e conteúdo, estéril, inútil e sem efeito prático. O texto de Tito corrobora e atesta sobre a eficácia da graça. O objetivo deste estudo é demonstrar a operacionalidade da graça e sua eficácia sobre três aspectos: A graça de Deus é salvadora, transformadora e comissionadora.
I. GRAÇA SALVADORA, TRANSFORMADORA E COMISSIONADORA NA VIDA E MINISTÉRIO DE PAULO.
A graça de Deus salvadora, transformadora e comissionadora na vida de Paulo:
1 Co 15.9-10: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.”
1) A experiência de Paulo serve de paradigma para nós cristãos. Alias ele nos exorta a isso (1Co 11.1), a salvação, portanto, não se limita a experiência inicial quando a recebemos o perdão de nossos pecados, isto é, a justificação. Somos exortados a esperar e crescer na graça que nos esta sendo trazida na revelação de Jesus Cristo (1Pe 1.13 e  2Pe 3.18).
2) Paulo foi um perseguidor da igreja (1Co 15.9), agora porem, da testemunho da operacionalidade da graça. Ao dizer pela graça de Deus sou o que sou ele traduz os três aspectos da graça: Foi salvo, sendo que ele era transformado sendo o que ele é e comissionado em sua condição de apostolo. Acrescenta ainda, a eficácia da graça em sua vida dizendo que ela não se tornou vã com os sentidos dados na introdução, antes ele trabalhou mais do que todos os apóstolos (1Co 15.10). 
II. A GRAÇA DE DEUS SALVADORA, TRANSFORMADORA E COMISSIONADORA EM NOSSA VIDA E MINISTÉRIO.
2 Co 6.1-2:  “E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de Deus  (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação).”
Tito 2.11-14: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.”
1. A salvação pela graça nos tira do mundo, ou seja, do sistema onde satanás governa por ser ele o príncipe deste mundo (Jo 12.31), porem, a uma continuidade na operação desta graça através da qual Deus tira o mundo de dentro de nós (sua influencias, heranças, hábitos, costumes, carnalidade, vaidade, prostituição, idolatria, imoralidade, mentalidade, familiaridade, etc.), aqui somos transformados gradativa e paulatinamente a imagem de Jesus (2Co 3.18). É nesta condição propriamente dita que somos enviados a proclamar as virtudes daquele que nos trasladou do império das trevas para o reino do Filho do Seu amor e nos tornou testemunhas das virtudes de Deus (Cl 1.13; 1Pe 2.9).
2. Nossa experiência (2 Co 6.1-3), somos salvos pela graça de Deus que se manifestou salvadora a todos os homens (2 Co 6.2 e Tito 2.11).
3. Nos tornamos cooperadores de Deus (2 Co 6.1), Deus não somente nos salva, mas nos transforma para sermos participantes em relação a outros da mesma obra que Ele realiza em nós e através de nós.
No texto de Tito vemos esta ordem sequencial: Salvação, transformação e comissionamento. A graça de Deus salvadora (Tt 2.11) tem sua continuidade no processo educativo de nos transformar para viver no presente século de maneira sensata, justa e piedosa que é a condição de nossa bendita esperança da segunda vinda de Jesus Cristo em glória. No versículo 14 temos os dois aspectos acima mencionados, mas o terceiro aspecto, ou seja, o comissionamento através de sermos zelosos de boas obras. Atentemos para esses três aspectos no verso 14: a) O qual a si mesmo se deu por nos para remir de toda iniquidade à Salvação; b) E purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu à Transformação; e, c) zeloso de boas obras à comissionamento.
CONCLUSÃO:
1. Devemos nos afastar de toda proposta de graça que enfraquece uma vida comprometida com Cristo, Sua igreja e missão.
2. Jesus continua derramando graça à Jo 1.16:Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.”
3. Não devemos de maneira alguma transformar a graça de Deus em licenciosidade para uma vida pecaminosa e descomprometida com o senhorio de Jesus Cristo à Judas 1.4: “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.”  
Finalmente devemos ter em mente que a graça de Deus é libertadora, transformadora e nos torna testemunhas desta operacionalidade por meio de nosso Senhor Jesus Cristo e pela ação do Espírito Santo (Rm 6.14-15 e Rm 8.1-5).